Se você chegou aqui pelo meu perfil, é provável que seja dono de uma empresa de serviço que já fatura bem, já tem time, e mesmo assim continua passando por ti todo dia. Não só a decisão grande. A pequena também, aquela que qualquer um do time resolveria sozinho se soubesse como.
Você já tentou resolver isso antes. Contratou mais gente, comprou um ClickUp, um Monday, criou grupo de WhatsApp por área, fez um planejamento bonito em janeiro. Funcionou por três semanas. Depois voltou tudo pro mesmo lugar, e agora tem uma assinatura mensal a mais e a sensação de que o problema é contigo. Não é, mas eu entendo por que parece.
Isso tem nome e não é falta de esforço. É a tal da rodinha de hamster: você não larga porque o time não assume, e o time não assume porque tu não larga. Os dois lados estão certos dentro da própria lógica, e é por isso que a roda não para sozinha.
Tem uma segunda camada embaixo dessa, que quase ninguém olha junto. Quando eu pergunto pra um dono qual é a margem real dele, quase sempre o que vem de volta é uma explicação de por que o número ainda não tá fechado. E enquanto for explicação, toda decisão da empresa (preço, contratação, investimento, retirada) tá sendo tomada no escuro, com muita confiança.
De onde eu tirei isso
Eu não cheguei nisso por curso. Assumi direção de operações jovem demais, achando que dar conta de tudo sozinho era virtude, e quebrei na pessoa física insistindo num negócio que rodava bem e não sobrava nada.
Levei um tempo pra entender que rodar e sobrar são coisas diferentes.
Durante minha jornada passei por time de 3, de 8, de 20 e de 80 pessoas, fiz M&A com o Grupo Wiser do Flávio Augusto, sempre liderando a operação. Empresa familiar, empresa com sócio, empresa física, empresa digital, empresa que vendia muito e não lucrava. O que eu enxergo hoje é padrão, e padrão a gente só enxerga depois de ver a mesma coisa acontecer em lugares que não têm nada a ver entre si.
Não sou o cara que vai te prometer faturamento exorbitante, 20 milhões em um ano ou qualquer coisa semelhante. Eu sou o cara da gestão, da maturidade operacional, rotinas, processos... o cara que construiu estrutura e modelo de gestão em todas as empresas que passou.
O que eu faço nos 90 dias
Eu implemento o modelo de gestão da tua empresa, junto contigo, e no fim dos 90 dias tá rodando. O que eu não faço é te entregar um relatório e sumir.
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Começa sempre pelo financeiro, porque número não tem emoção e é o que elimina ilusão mais rápido. DRE gerencial montado, margem real por serviço, um modelo de precificação que é teu, e uma rotina de acompanhamento que tu consegue sustentar depois que eu sair.
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Depois vem processo. Não documentar por documentar, porque documento que ninguém segue é pior do que nenhum: ensina o time que aqui o padrão não vale. Processo com responsável nomeado e sinal visível de feito, ensaiado até virar hábito. POP de verdade, não arquivo parado no Drive.
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Depois vem time e rotina. Qual estrutura de time você precisa, quem decide o quê, até onde, sem te devolver a decisão por padrão. Cadência fixa de conversa com cada um, não "quando achar necessário".
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E por último entra IA, que é onde quase todo mundo começa e é justamente por isso que não funciona pra quase ninguém. A IA que presta é a que roda dentro do processo que a gente acabou de mapear, com o teu time operando ela. Enquanto ela ficar do lado de fora, num Claude que só tu abre, ela vai produzir um monte de coisa que parece boa e não serve pra nada.
Tudo criado dentro da tua realidade, pensado e modelado para o que sua empresa vive no dia a dia. Não um modelo padrão que funciona 1 mês e depois eu sei que você pode abandonar com facilidade.
Como é a relação
Nesses 90 dias eu funciono como um diretor de operações alugado. Canal aberto no WhatsApp, sete dias por semana, pra qualquer assunto da empresa. Converso com teu time, e a gente constrói junto. O feedback que mais me marcou até hoje veio de um cliente:
"Senti que você era do time."
O que eu não faço é executar no teu lugar. Já fiz demais isso e aprendi que dependência não constrói empresa madura. Eu estruturo, provoco, direciono e valido. Quem executa é você.
Se não tiver gás, não me chama.
O que já aconteceu com quem passou por isso
Agência de design
Uma agência de design de recorrência, sete anos de casa, chegou faturando sem sobrar e com o dono preso na operação. Montamos a primeira folha de time de verdade, limpamos o modelo de receita, colocamos processo e IA pra rodar. O faturamento próprio subiu 9,1% no mesmo período do ano, mas não é esse o número que importa aqui. O que mudou foi a empresa passar a ter estrutura embaixo. No primeiro mês ele me disse que o investimento tinha se pagado na primeira semana, só com os ajustes de margem.
Rede de motéis
Uma rede familiar de dois motéis em Santa Catarina operava há décadas com o controle na cabeça dos donos. Não sabiam o custo de uma peça de lavanderia. Em três meses passaram a ter tempo de limpeza por suíte, painel de receita e ocupação puxando dado sozinho, e uma separação clara entre o que é papel de dono e o que é papel de gerente. A adoção ainda tá parcial.
Prefiro te contar assim do que te vender um número que não existe.
Treinamentos SST
Uma empresa de treinamentos de segurança do trabalho pro setor portuário tinha o coração do negócio, que é a gestão de certificados, sendo feita na mão, item por item. Hoje roda num sistema próprio, e o que levava dias leva, literalmente, minutos.
"Isso é muita coisa, eu não vou dar conta"
Essa é a frase que mais aparece nas conversas que eu tenho, e eu prefiro tratar dela antes de você me chamar.
Faz sentido pensar isso, porque você se sente no limite. Mas a conta é ao contrário. O que te consome hoje é decisão repetida voltando pra tua mesa: a mesma pergunta do time três vezes na semana, o mesmo orçamento refeito na mão, o mesmo problema aparecendo em cliente diferente. Estrutura é exatamente o que tira isso do teu dia.
Nos primeiros trinta dias dá trabalho, cara. Não vou dizer que não. Depois disso o que sai do teu dia é maior do que o que entrou.
Formato
São 90 dias, online, com reuniões periódicas (eu determino o período caso a caso) e canal aberto no intervalo. Presencial quando faz sentido e a distância permite.
Pra quem isso não é
Prefiro te poupar a conversa se for o caso.
Não é pra quem fatura menos de 500 mil por ano ou não tem pelo menos duas pessoas no time. Não é questão de merecimento, é que ainda não existe estrutura suficiente pra ter o que organizar.
Não é pra quem quer que a empresa ande sozinha enquanto ele some. Isso o mercado vende e não existe.
Ninguém sai do operacional.
O que dá pra construir é tu parar de ser sugado por ele, sabendo o que tá acontecendo sem precisar estar dentro de cada coisa.
E não é pra quem escuta o diagnóstico, concorda com tudo e não implementa. É o único perfil com quem eu já trabalhei que não deu certo, e a essa altura eu reconheço rápido.